{"id":159,"date":"2015-04-01T02:32:36","date_gmt":"2015-04-01T02:32:36","guid":{"rendered":"http:\/\/benabraham.org\/en\/?page_id=159"},"modified":"2016-06-17T20:41:18","modified_gmt":"2016-06-17T20:41:18","slug":"a-libertacao","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/benabraham.org\/pt-br\/miriam-nekrycz\/a-libertacao\/","title":{"rendered":"Miriam Nekrycz &#8211; A Liberta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Luck foi libertada pelas tropas sovi\u00e9ticas no in\u00edcio de fevereiro de 1944 e os alem\u00e3es foram expulsos da aldeia. Embora Miriam estivesse livre e os primeiros dias ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o parecessem como o despertar de um pesadelo, ela n\u00e3o conseguia ficar feliz, diferentemente de todos ao redor. Ela queria visitar seu irm\u00e3o Moniek agora que os alem\u00e3es n\u00e3o representavam mais perigo, ent\u00e3o foi para a casa da senhora alem\u00e3 que o havia escondido.<\/p>\n<p>Antes de chegar \u00e0 casa, uma das vizinhas veio e lhe contou que, assim que a senhora alem\u00e3 soube que a fam\u00edlia havia sido exterminada, pegou Moniek e o entregou aos nazistas. O mundo de Miriam estava novamente em ru\u00ednas, mas o que poderia fazer?<\/p>\n<figure id=\"attachment_493\" aria-describedby=\"caption-attachment-493\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/benabraham.org\/pt-br\/?p=495\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-493 size-medium\" src=\"http:\/\/benabraham.org\/en\/directory\/uploads\/2015\/04\/ZIVIA-247x300.jpg\" alt=\"ZIVIA\" width=\"247\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/benabraham.org\/en\/directory\/uploads\/2015\/04\/ZIVIA-247x300.jpg 247w, http:\/\/benabraham.org\/en\/directory\/uploads\/2015\/04\/ZIVIA.jpg 659w\" sizes=\"auto, (max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-493\" class=\"wp-caption-text\">Zivia Lubetkin. (Pintura a \u00f3leo).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ela decidiu ir para Luck, mas n\u00e3o encontrou nenhum de seus parentes. Poucos judeus haviam sobrevivido em Luck, muitos dos quais ainda tinham medo de deixar seus esconderijos. Os poucos judeus que Miriam encontrou contaram a ela o que havia acontecido ao grupo de homens judeus que tinha sido convocado para o trabalho for\u00e7ado quando os alem\u00e3es ocuparam Luck: tinham todos sido executados, o que inclu\u00eda o pai e o tio de Miriam. Os judeus que haviam permanecido no gueto tinham sofrido miseravelmente no inverno, morrendo de fome e doen\u00e7as, at\u00e9 o dia da grande matan\u00e7a. Aqueles que n\u00e3o tinham sido enviados a campos de trabalho rebelaram-se quando perceberam que os nazistas preparavam-se para execut\u00e1-los; lutaram bravamente e morreram como her\u00f3is.<\/p>\n<p>Ela foi visitar a filha do pastor protestante, que a reconheceu e disse a ela que a m\u00e1quina de costura de sua tia estava l\u00e1 e ela poderia peg\u00e1-la assim que desejasse. Miriam, por\u00e9m, n\u00e3o encontrou Bolka, a antiga empregada de tia Ana. Ela tinha ido para algum outro lugar e sua casa estava vazia. Miriam ent\u00e3o decidiu ir at\u00e9 o escrit\u00f3rio da NKVD, a pol\u00edcia sovi\u00e9tica, e contou aos oficiais o que a senhora alem\u00e3 havia feito com seu irm\u00e3o Moniek. Eles disseram que prenderiam a mulher, mas como ela ficaria sabendo se, de fato, o fariam?<\/p>\n<p>Miriam\u00a0tamb\u00e9m requereu das autoridades russas a casa de seu tio em Kopacz\u00f3wka, mas ela tinha sido ocupada por v\u00e1rias fam\u00edlias. Ela e Stefcia, que desejava ser independente dos sogros, mudaram para o antigo quarto dos tios de Miriam \u2013 o \u00fanico dispon\u00edvel. Um soldado judeu russo a ajudou a ir \u00e0s casas dos alde\u00f5es que, no in\u00edcio da guerra, haviam escondido os objetos de valor de seu tio. Alguns deles n\u00e3o queriam devolver nada, mas quando o soldado amea\u00e7ava voltar com os guardas da NKVD, eles entregavam os bens escondidos, ou pelo menos parte deles. O tempo todo, ela tinha consci\u00eancia de que outros judeus sobreviventes que tinham tentado reaver seus pertences ou casas tinham sido mortos pelos novos ocupantes.<\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca, Miriam voltou para escola \u2013 a \u00fanica crian\u00e7a judia na escola.<\/p>\n<p>Muitos judeus solit\u00e1rios que tinham sobrevivido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o nazista vieram morar em Kopacz\u00f3wka; alguns deles viviam juntos na mesma casa. Um deles disse a Miriam que alguns judeus que tinham se escondido na mesma floresta do <em>bunker <\/em>de sua fam\u00edlia tinham vindo, durante a noite, e sepultado sua fam\u00edlia no <em>bunker<\/em>\u00a0.<\/p>\n<p>Um dia o marido de Stefcia voltou do ex\u00e9rcito, mas n\u00e3o ficou por muito tempo; logo, decidiu voltar para R\u00fassia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Continuar lendo: <a href=\"http:\/\/benabraham.org\/pt-br\/?p=161\">Retorno \u00e0s Origens Judaicas.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luck foi libertada pelas tropas sovi\u00e9ticas no in\u00edcio de fevereiro de 1944 e os alem\u00e3es foram expulsos da aldeia. Embora Miriam estivesse livre e os primeiros dias ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o parecessem como o despertar de um pesadelo, ela n\u00e3o conseguia ficar feliz, diferentemente de todos ao redor. 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